terça-feira, 31 de agosto de 2010

Baixa umidade do ar

Nas creches e pré escolas, a baixa umidade do ar vem fazendo com as crianças venham ter complicações alérgicas e respiratórias.Com isso também aumentam o numero de viroses. É necessário estar atentos para que as crianças tomem bastante água e aos primeiros sinais de desidratação esta criança possa ser encaminhada a um pediatra.

Outras medidas devem ser tomadas,
Cuidados a serem tomados.



PROBLEMAS DECORRENTES DA BAIXA UMIDADE RELATIVA DO AR Complicações respiratórias devido ao ressecamento de mucosas Sangramento pelo nariz Ressecamento da pele Irritação dos olhos Eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos Aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas



CUIDADOS A SEREM TOMADOS

Entre 20 e 30% - Estado de atenção Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc. Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas etc.



Entre 12 e 20% - Estado de Alerta

Observar as recomendações do estado de atenção Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas Evitar aglomerações em ambientes fechados Usar soro fisiológico para olhos e narinas



Abaixo de 12% - Estado de emergência

Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc. Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas etc entre 10 e 16 horas Manter umidificados os ambientes internos, principalmente quartos de crianças, hospitais etc.

domingo, 22 de agosto de 2010

A importancia do brincar na creche e pré escola.



Houve um tempo, em que era extremamente nítida, a separação entre o brincar e o aprender. Os momentos de uma atividade e os momentos de outra eram separados por rígido abismo e não se concebia que fosse possível aprender enquanto se brincava.

Muitos pais acreditam que a “boa escola de educação infantil” é aquela que prepara a criança com exercícios de prontidão. Durante a minha experiência como educadora de educação infantil, tenho me deparado com pais de alunos com esta concepção. Para muitos deles, brincar é perda de tempo, que a escola tem é que preparar a criança para a “escola de verdade”, como se esta já não fosse uma escola de verdade. Assim pensam alguns pais.

Observa-se, por outro lado, que alguns pais acreditam que a escola de educação infantil foi criada somente com o objetivo de brincar, posto que só mais tarde é hora de aprender. Para as crianças, genericamente, trata-se de um ganho. Basta dizer, “vamos brincar”, no lugar de “vamos aprender”, para ver o brilho em cada olhinho, e o sorriso nos lábios, como se estivéssemos propondo algo mágico. Observa-se que isso ocorre em função do triste histórico da educação infantil e a concepção sobre as crianças que era vista como um adulto em miniatura,

É bem certo que estes conceitos estão sendo literalmente superados por tudo, quanto hoje se conhece sobre a mente infantil e não mais, sem dúvida, que é no ato de brincar que toda criança se apropria da realidade imediata, atribuindo-lhe significado. Em outras palavras, jamais se brinca sem aprender e, caso se insista em uma separação, esta poderia ser a de organizar o que se busca ensinar, escolhendo brincadeiras adequadas para que se melhor se aprenda.

A criança utiliza-se das brincadeiras de faz de conta e do jogo simbólico para resolver seus conflitos, compreendendo, através de suas próprias ações, essas situações que já foram ou serão vivenciadas por ela ou por alguém que conheça. Um exemplo da utilização da brincadeira para a resolução de conflitos é uma situação da criança que, após ir ao dentista, ou mesmo antes de ir, brinca de dentista, desde o aplicar da anestesia, até o imitar o som do motorzinho. Brincadeiras como essa possibilitam a criança criar, e reviver, muitas vezes, situações que lhe causam medo, explorando essas situações para compreender momentos difíceis de se enfrentar o que chamamos também de atividades psicomotoras relacional.(FERRONATTO, 2006, P.100).



Entende-se que, simbolizar certas situações e concretizar a ação no ato de brincar, revivendo muitas vezes situações que lhe causam medo, ela passa a compreender momentos que para ela são difíceis.

Mas as brincadeiras são importantes também, para que se observe a criança e ter um quadro de avaliação quanto ao seu desenvolvimento. Por exemplo, quando se pula amarelinha, podemos avaliar uma série de elementos psicomotores. Entre eles a preferência oculo-pedal (lateralidade), a noção de espaço e o equilíbrio.

Por meio das brincadeiras os professores podem observar e constituir uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças em conjunto e de cada uma em particular, registrando suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e emocionais que dispõem. (REFERENCIAL CURRICULAR PARA EDUCAÇÃO INFANTIL. 1998. V. I P.28).



Entende-se que, a avaliação do processo de desenvolvimento requer um respeito à singularidade de cada criança, considerando todos os aspectos que envolvem o ser como biológico, psicológico e social, limitando suas capacidades, pois ocorre que muitas crianças têm medo de fazer, em função do medo de errar ou de não conseguir.

Deve-se priorizar atividades ao ar livre, nessas atividades, a criança é levada a descobrir o seu corpo e seus movimentos e não é sem razão que a brincadeira representa sólido eixo da proposta educativa de uma boa escola de educação infantil e que ela representa ainda uma ferramenta indispensável para a estimulação do desenvolvimento psicomotor.

O brincar apresenta-se por meio de várias categorias de experiências que são diferenciadas pelo uso do material ou dos recursos predominantemente implicados.Essas categorias incluem: o movimento e as mudanças da percepção resultantes essencialmente da mobilidade física das crianças; a relação com os objetos e suas propriedades físicas assim como a combinação e associação entre eles; a linguagem oral e gestual que oferecem vários níveis de organização a serem utilizados para brincar; os conteúdos sociais, como papéis situações, valores atitudes que se referem à forma como o universo social se constrói e; finalmente, os limites definidos pelas regras, constituindo-se em um recurso fundamental para brincar.(REFERENCIAL CURRICULAR PARA EDUCAÇÃO INFANTIL. 1998. V.I.P. 28).



Os parâmetros curriculares não deixam dúvidas da importância do brincar, como a utilização de conteúdos sociais, situações que envolvam atitudes e valores no universo social. Mas, sem dúvida, o movimento e o uso do corpo como instrumento de interação com o meio.

Segundo Kishimoto (2001), a brincadeira tradicional infantil, como pular amarelinha, pular corda, esconde-esconde, queimada e entre outros, está filiada ao folclore, ela incorpora a mentalidade popular, mas está sempre em transformação, incorporando criações anônimas das gerações mais modernas. Sabe-se, apenas que essas práticas estão sendo abandonadas e que é importante resgatá-las nas práticas docentes. Estas brincadeiras são importantes estratégias para estimular o desenvolvimento psicomotor.

É necessário conhecer o papel fundamental das brincadeiras e destinar espaço físico e temporal para que possam sair das propostas pedagógicas em papel e tornar o quanto antes uma ação propriamente dita. Incluir a brincadeira e o jogo na escola tem como pressuposto, incluir o duplo aspecto de servir o desenvolvimento da criança enquanto individuo, e a construção do conhecimento. Esses processos estão ligados um ao outro.

Os educadores devem oferecer à criança oportunidades de brincar, vivenciar e aprender de forma significativa e, sobretudo, que aprendam a ter consciência dos limites do próprio corpo, desenvolvendo aspectos cognitivos e de expressão corporal. A criança necessita ter domínio sobre o esquema motor para, posteriormente, adquirir a linguagem e o movimento como forma de expressão, fato que se encontra intimamente ligado à personalidade. O que somos nada mais é do que frutos de experiências vividas.





Brincar com a criança não é perder tempo; é ganhá-lo; se for triste ver meninos sem escola, mais tristes é vê-los sentados enfileirados, em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem.(DRUMOND);

Sugestão de brincadeira para crianças pequenas




Um túnel é ótimo para as crianças engatinharem por dentro pode ser feito com papelões grandes,diferentes tipos de tapetes, diferentes tipos de travesseiros e bolas, bóias de soprar ou animaizinhos, balões, colchas e almofadados. Experimente você primeiro mostrar para elas como devem agir para brincarem e elas aprenderão rápido. Engatinhar embaixo do túnel, brincar com balões, construir torres com travesseiros, etc.

Para o início a utilização de materiais em abundância pode ser exagerado. Comece talvez com alguns papelões e depois ofereça-lhes apenas balões, etc. Uma brincadeira de cada vez.

Educação infantil









1 A EDUCAÇÃO INFANTIL



No contexto da legislação brasileira, no Brasil, o atendimento a crianças de 0 a cinco anos em creches e pré-escolas constitui o direito assegurado pela Lei de diretrizes e bases (1996).

A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade e desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.(MEC, Brasília, 1996, art.29).



Ocorre que, com a dificuldade de manter as redes públicas, os municípios foram encontrando formas mais baratas de atender a demanda, surgiram inúmeras creches conveniadas que vêm oferecendo o dobro de vagas e que não oferecem condições adequadas de funcionamento e a fiscalização ainda bastante debilitada. Entende-se então que a educação infantil encontra-se a mercê de um despreparo profissional, além da falta de recursos. As crianças providas de famílias de classe menos favorecidas ficam a mercê de improvisos em seus lares e na escola.

Acredita-se que uma criança pode ter menor variedade de estímulos quando pertencente a uma camada social menos favorecida, no entanto, é bem possível que uma má nutrição possa ocasionar problemas em todo o desenvolvimento, mas no que diz respeito aos estímulos, observa-se que importa muito menos se a escola dispõe de brinquedos caros. Enquanto os profissionais que nela atuarem estiverem despreparados, é certo que vão agredir os fundamentos de qualquer proposta pedagógica. Uma escola ou uma creche localizada em uma região periférica, por exemplo, podem não dispor dos coloridos e atraentes brinquedos, mas com criatividade, com mestres verdadeiros e pesquisadores interessados, podem desenvolver estímulos que nada ficam a dever aos propiciados pelos brinquedos caros. Basta que estes profissionais tenham consciência de que eles têm o mais importante, o próprio corpo da criança e um cérebro que está com milhões de neurônios conectados.

Sobretudo, é importante que quando a criança mostre desejos de engatinhar, criem-se espaços diferenciados para que ela o faça. Que não se importe se aqui ou ali vai sujar um pouquinho mais, de uma maneira ou de outra o contato com germes e bactéria é inevitável. O profissional que tiver consciência disso estará dando um grande passo no sentido de prevenir futuras dificuldades de aprendizagens.

Ocorre que, muitas instituições de educação infantil acreditam que, por estarem na modernidade, com áreas de recreação coloridas, ainda faz da estética com que desenham a disposição de seus mobiliários o marco de sua qualidade. Creio que estes recursos não deixam de ser importantes, mas nunca é demais enfatizar que a vaidade se mostra bem mais pela forma com que são utilizados tais recursos e dentro de qual contexto pedagógico estão sendo promovidos.

Ocorre também que, na maioria dos casos, as instituições de ensino infantil preocupam-se com os cuidados que devemos ter com as crianças para que tenham um desenvolvimento saudável. No entanto, eu me pergunto se o desenvolvimento saudável requer simplesmente cuidado, ou se não são necessários estímulos para que esta criança se torne independente, autônoma e possa realizar atividades com menos dependência possível.

Grande parte das instituições de ensino infantil nasceu com objetivo de atender somente as crianças de baixa renda. O uso de creche e de programas pré-escolares como estratégia para combater a pobreza e resolver problemas ligados à sobrevivência das crianças, justificativa para a existência de atendimentos de baixo custo, com aplicações orçamentárias insuficientes, escassez de recursos materiais; precariedade nas instalações; formação insuficiente de seus profissionais e alta proporção de crianças por adulto.(REFERENCIAL CURRICULAR PARA EDUCAÇÂO INFANTIL, 1996, v. I p.17).





Nesta perspectiva segundo os parâmetros que permeiam as políticas publicas, o atendimento era entendido como um favor oferecido, uma concepção marcada por características assistencialistas.

Observa-se que, ainda nos dias atuais, essa concepção existe, mas nota-se também algumas mudanças e uma preocupação maior com esta etapa do ensino. Entende-se que as dificuldades apresentadas nas escolaridades futuras (ensino fundamental), têm chamado atenção de muitos pesquisadores para que tenham um olhar mais significativo, considerando que a educação infantil é sem dúvida um alicerce para toda escolaridade futura.

Outra vertente que considero imprescindível ser discutida é o fato de se acreditar erroneamente que a educação infantil é um preparo para a escola de verdade, como se fosse uma etapa que não tem razão de ser. E só mais tarde chegará a hora de aprender.

Engano lamentável, pois a educação infantil tem o seu objetivo, não se trata de encher cadernos de atividades de prontidão, mas seu objetivo vai muito além, a criança precisa ser estimulada a aprender pelo próprio corpo para que possa incorporar as habilidades no rol de aprendizagens que vai adquirir através de uma proposta pedagógica que considere o sujeito com um ser global.

Até a década de 1960, entendia-se o cérebro de uma criança como uma composição orgânica estática e imutável sobre a qual nada poderia ser feito no sentido de acelerar seu amadurecimento. Atualmente os cientistas da cognição o percebem como algo dinâmico que, devidamente alimentado por estímulos e experiências, responde e se transforma de maneira como jamais seria possível prever sem estes estímulos e sem estas experiências.(ANTUNES, 2004, p.22).







A citação de Antunes (2004) nos leva a pensar na importância das atividades psicomotoras como estímulo indispensável para o processamento de aprendizagens que nosso cérebro é capaz de produzir utilizando o próprio corpo, através do input que recebe dos sentidos.

Para Antunes (2004) iniciava-se uma estrada científica admirável que explicaria o que o bom senso já sabia.

“Dize-me em que ambiente cresce uma criança e direi como será sua aprendizagem”. Desmontava-se o mito de que a Educação Infantil importa a criança apenas brincar, posto que somente mais tarde é que é chegada a hora de aprender. (ANTUNES, 2004, p.28)”.



Segundo Antunes (2004), a ciência comprova que o período que vai da gestação até o sexto ano de vida é o mais importante na organização das bases para competência e habilidades que serão desenvolvidas ao longo da existência humana.

Muito debate tem sido realizado sobre a concepção da criança, que no passado era vista como um adulto em miniatura. É possível acreditar, numa mudança de conceitos, que terminem de uma vez por todas, com todos os mitos que permeiam as discussões sobre o ensino infantil, pois há quem ainda acredite efetivamente que, esta etapa da educação é de pequena importância e espera-se que estes sejam capazes de perceber a dimensão dos primeiros anos de aprendizagem.

Em síntese, que haja a preocupação com o desenvolvimento das habilidades motora e cognitiva das crianças e que não se paute o trabalho pedagógico em ações de improviso. Por esse motivo, uma boa instituição de educação infantil requer, além de profissionais preparados, uma proposta pedagógica que aponte concepções mais abrangentes, que inclua necessidades de afeto, interação, estimulação, segurança e brincadeiras que possibilitem a exploração e a descoberta. Em outras palavras educar também para o desenvolvimento e o conhecimento.

Pensar em uma educação voltada para a criança de zero a seis anos requer que o profissional esteja atento às descobertas das ciências sobre o desenvolvimento infantil.

Portanto algumas considerações são perceptíveis para qualquer pessoa. É certo que muitos acontecimentos cercam o nascimento de uma criança. São muitas as emoções, preparativos ansiedades, medos. Momentos únicos na vida dos pais e momento de começar a preparar o terreno para o crescimento e desenvolvimento do pequeno ser, as preocupações são grandes, e, entre elas, a primeira providência é o acompanhamento daquele que detém os conhecimentos providos pelas ciências, “o pediatra”. Os pais já procuram se apoiar na ciência para garantir o desenvolvimento saudável dos seus filhos.

Procuram a escola de educação infantil e esperam que além de cuidados, seus filhos estejam nas mãos de pessoas que estejam preparadas para interagirem no desenvolvimento das crianças propiciando estratégias de desenvolvimento.

Contudo, espera-se, também, que estes profissionais tenham conhecimentos científicos, estou me referindo aos que receberam na universidade.

É bem certo que, como já mencionado neste trabalho, grande parte dos profissionais que atuam na educação infantil, não tem formação especifica para o cargo e nossas crianças acabam confinadas a passar horas dos seus dias em verdadeiros “depósitos de crianças”.

Entende-se que uma boa escola de educação infantil deve abranger os aspectos mais importantes para uma ação pedagógica que proporcione verdadeiras aprendizagens para seus alunos.

Nenhuma atividade proposta, nenhum jogo desenvolvido para ensinar ou movimentos para recrear emergem como ação acidental, como “novidade da hora”, ou iniciativa isolada desta ou daquela educadora. Todas as ações previstas fazem sempre parte de um plano, compõem a estrutura de um projeto selecionado, planejado e treinado com toda a equipe, mas dinamicamente aberto à reconstrução.(ANTUNES, 2004, P.34).

A citação de Antunes é, para o momento, propícia para discutir a ação do psicopedagogo na instituição de educação infantil. A pergunta é: como sensibilizar os profissionais da educação infantil sobre a importância de se trabalhar a psicomotricidade nesta etapa? Eis que a proposta pedagógica pode ser um forte instrumento, um planejamento de todas as ações que deve ser elaborado com toda equipe. É necessário que o planejamento pedagógico seja acompanhado por todos envolvidos e, dinamicamente, aberto à reconstrução. Não deve, de maneira alguma, permanecer engavetado dentro das instituições.

A resposta a esta pergunta não termina aqui. O profissional psicopedagogo deve intervir na sensibilização do corpo escolar para que este internalize a importância da psicomotricidade, para isso deve proceder a seu trabalho com muita cautela para não cair em uma armadilha que segundo Fernández (1991) trata-se desta:

Há quem coloque que nas escolas dão-se muitos conhecimentos matemáticos, científicos e pouca expressão corporal e plástica, e tenta-se juntar a uma mesma modalidade de ensino novas matérias, caindo na mesma armadilha com diferentes aspectos, pois não se modifica o principal: o espaço da aprendizagem, o espaço educativo deve ser um espaço de confiança, de liberdade e de jogo. A armadilha que me refiro seria esta: se a ciência não pode ser erotizada, vamos diminuí-la, façamos ginástica pelo corpo, em vez de fazer entrar a matemática pelo corpo, faz-se em uma hora de matemática aborrecidíssima e na outra as crianças movem o corpo.(FERNÁNDEZ, 1991, p.60).


Entende-se que na instituição de educação infantil é importante privilegiar o trabalho com expressão corporal, mas que, entretanto, nunca se perca nos seus objetivos, conteúdos podem ser ensinados através de dinâmicas e jogos corporais. A ação pedagógica pode garantir aprendizagens sem separar a hora desta ou daquela, ou seja, a hora de movimentar-se e a hora do aprender.



 


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Educando os filhos ! Vale a pena ler

Palestra do Içami Tiba em Curitiba:


1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais.

Ambos devem mandar.

Não podem sucumbir aos desejos da criança.

Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la.

A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará.

A criança não pode alterar as regras da casa.

A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa.

Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir.

Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

Em casa que tem comida, criança não morre de fome .

Se ela quiser comer, saberá a hora.

E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada.

Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso.

A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões.

Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia.

Tem que dizer que não conversará com ele e pronto.

Deve 'abandoná-lo'.

12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho.

Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria.

Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante.

Não quer relembrar todos os fatos do dia..

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz.

Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo.

A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias.

Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação.

Tirar nota boa é obrigação.

Não xingar avós é obrigação.

Ser polido é obrigação.

Passar no vestibular é obrigação.

Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe.

Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais.

Não é cabível palpite. Nunca.

18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

20. Videogames são um perigo.

Os pais têm que explicar como é a realidade.

Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida.

Não dá para morrer e reencarnar.

Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança.

Não pode apenas bater cartão.

22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'.

O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder.

Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder.

Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa.

Não há hierarquia.

O filho não pode ser a razão de viver de um casal.

O filho é um dos elementos.

O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles.

A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal.

Filho não pode dar palpite em coisa de adulto.

Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar.

Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial.

Tem que controlar e ensinar a gastar.

Palestra ministrada pelo Dr. Içami Tiba, Psiquiatra, em Curitiba, 23/07/08.

Médico pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da FMUSP..

Professor-Supervisor de Psicodrama de Adolescentes pela Federação Brasileira de Psicodrama.

Membro da Equipe Técnica da Associação Parceria Contra Drogas - APCD. Membro Eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso".

Professor de diversos cursos e workshops no Brasil e no Exterior.

Criou a Teoria Integração Relacional, na qual se baseiam suas consultas, workshops, palestras, livros e vídeos.

Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional.

1º- lugar: Sigmund Freud;

2º- lugar: Gustav Jung;

3º- lugar: Içami Tiba.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Projeto para semana da alimentação

Justificativa: A introdução da semana da alimentação no calendário escolar foi de grande necessidade, considerando que grande parte das crianças brasileiras tem péssimos habitos alimentares. A falta da educação alimentar com as criança ainda pequenas resulta em problemas de baixa imunidade, a criança não come bem e fica doente facilmente. Isso acontece porque elas são motivadas pela ignorância dos principios básicos da alimentação, por vícios de paladar e por supertições alimentares, fortemente predominante em todas as classes sociais.

Objetivo: Orientar a criança na aquisição de hábitos de boa alimentação;
               Esclarecer sobre a necessidade de plantar para colher;
               Esclarecer sobre o aproveitamento de alimentos pelo nosso organismo;
               Trabalhar a linguagem oral e escrita através do nome das frutas e consciêntizar que usamos  letras
                para dar nome a elas.

O andamento deste projeto na nossa escola têm apresentado bons resultados.
Começamos com o dia da salada de frutas, o resultado foi muito proveitoso.


Foi apresentada uma lista de frutas, para que as crianças tenham contato com palavras inteiras, sem perder o significado semântico e o propósito didático.



Um ótimo recomeço!

Não importa onde você parou....


Em que momento da vida você cansou.

O que importa é que é sempre possível e necessário “recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo;

É renovar as esperanças na vida;

E o mais importante, acreditar em você de novo.

Sofreu muito neste período? Foi aprendizado;

Chorou muito? Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas, foi para perdoa-las um dia.

Tem tanta gente no mundo esperando algum sorriso seu para chegar perto de você.

Recomeçar, hoje é um bom dia para recomeçar novos desafios.

Onde você quer chegar? Alto? Sonhe alto....

Queira o melhor do melhor,

Mas sem perder a empatia, nunca deixe de se colocar no lugar das outras pessoas, nunca queira passar por cima de outras pessoas para conquistar seus ojetivos.

Mantenha sempre a humildade... e siga em frente sempre.
Tenha um ótimo recomeço.
Nada como um dia após o outro.

domingo, 15 de agosto de 2010

A criança na sua doce inocência é capaz de nos dar uma grande lição de vida.
Pra que levar nossos problemas tão à sério? Temos que enfrenta-los e procurar ver o lado bom da vida.
Esse video que eu retirei do you tube , melhorou meu humor e me fez muito bem, espero que aconteça a mesma coisa com você.
video

Apaixone-se definitivamente pelo seu sonho…


O sonho de ninguém deve ser mais apaixonante que o seu.

Apaixone-se pelo seu talento.

Apaixone-se mais pela viagem do que pela chegada a seu destino.

Desapaixone-se de seus medos, eles minam sua alegria de viver.

Apaixone-se pelas suas memórias mais deliciosas, ninguém pode tira-las de você.

Apaixone-se por aquele riso gostoso.

Apaixone-se por alguém…

Apaixone-se pelo seu projeto de vida, acredite.

Apaixone-se pela dança da vida que está sempre em movimento.

Apaixone-se pala idéia de ser verdadeiramente feliz.

Apaixone-se pela música que você pode ser para alguém..

Apaixone-se definitivamente por você.

O poder de se apaixonar só pertence a você!!!!



Junior Kinsell

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Crianças com dificuldades de coordenação motora

1.Divida a atividade em partes menores, mas assegure-se de que cada parte tenha sentido e seja possível de ser executada.Considerando as condições físicas da criança.

2.Tente selecionar atividades que assegurem sucesso para a criança em pelo menos 50% do tempo. Recompense o esforço e não a habilidade.

3.Tente incorporar atividades que requeiram resposta coordenada dos braços e/ou pernas (ex.: pular corda,repicar e agarrar uma bola grande). Adaptação é sempre necessária.Encoraje também a criança para que desenvolva habilidade de usar as mãos no padrão de mão “dominante” e mão “ajudante” (ex.:segurarando a bola de tênis com uma mão para acertá-la com a raquete na outra mão).

4.Mantenha o ambiente o mais previsível possível quando for ensinar uma habilidade. planejamento de todas as ações e recursos utilizados.

nova (ex.: atirar a bola na altura exata das mãos da criança, iniciar chutando com a bola parada). Introduza mudanças gradualmente, e depois que cada parte tenha sido dominada.

5.Faça com que a participação seja o maior objetivo e não a competição. Por meio de

preparo físico e de atividades que construam as habilidades, encoraje as crianças a

competir consigo mesmas e não com os outros.

6.Permita que a criança assuma papéis de liderança nas atividades de educação física

(ex.: capitão de equipe, árbitro). A criança pode desenvolver habilidades de organização e direção, que também são úteis.

7.Modifique o equipamento para reduzir o estresse e o risco de lesões em crianças que

estão aprendendo uma habilidade nova. O controle de liderança do profissional é imprescindível para controlar as ações.

Por exemplo, bolas mais leves,de espuma e borracha com tamanhos graduados,ou balões, podem ser usados para desenvolver habilidade de agarrar e arremessar.

8.Quando possível, guie passo-a-passo para ajudar a criança a ter a noção do movimento.Isso pode ser feito, por exemplo, pedindo à criança que ajude o professor a demonstrar uma habilidade nova à turma. Além disso, falar alto quando estiver ensinando uma nova habilidade, descrevendo cada passo claramente.

9.Foque na compreensão do objetivo e das regras dos vários esportes e atividades físicas.Quando a criança entende claramente o que ela precisa fazer, fica mais fácil planejar o movimento.

10.Faça comentários encorajadores e positivos sempre que possível.

Se estiver dando instruções, descreva as mudanças nos movimentos de maneira específica (ex:“Você precisa levantar seus braços mais alto.”)

O lugar do corpo na aprendizagem



Maria Sol, uma boa aluna de terceira série em uma escola municipal de Buenos Aires, contou-me um pesadelo que havia tido na noite anterior, mais ou menos assim: “Tive um sonho horrível”. Estávamos, meus companheiros e eu, na escola. Vinham uns maus e obrigavam-nos a tomar um líquido para diminuir. Um liquidozinho para diminuir-nos, para que entrássemos nas aulas, porque nossos corpos eram grandes para entrar nas aulas. Quando tomávamos, as cabeças não diminuíam, mas os corpos ficavam achatados como de papel... Como cadernos! Sabe quando os professores põem cadernos para corrigir, um encima do outro sobre a escrivaninha? Assim ficávamos.
Mas, claro, as cabeças de uns tapavam as dos outros. Era terrível, não se podia ver quem era quem. “Só se viam corpos cadernos achatados”.
Maria Sol sonhou este pesadelo dolorosamente real e eu me pergunto também sobre o corpo dos professores desses alunos cadernos. Não serão também “corpos instruções metodológicas?”.E me pergunto também pelo corpo do psicopedagogo, do psicólogo ou do médico. Não serão também um “corpo livro” anulado em sua ressonância e vitalidade? (FERNÁNDEZ, 1991, P. 63

Observa-se na citação de Fernández que as crianças sofrem amarradas ao corpo. Essa situação é como um pesadelo, mesmo com suas cabeças não diminuídas, se instauram sentimentos de angústia, de aprisionamento. Os profissionais envolvidos são apresentados por Fernández como “corpos instruções metodológicas”, corpo livro. Situação vivida, na maioria das instituições que apelam somente ao cérebro. Um terrorismo intelectual, precoce na vida das crianças. Faltam os corpos, do psicopedagogo, do psicólogo, do médico. Entende-se que, a falta de uma equipe multidisciplinar representa essa ausência de corpos em cena. Compreende-se, também, que a dificuldade que estes profissionais encontram para sensibilizar os profissionais nas instituições educativas quanto à importância do corpo na aprendizagem.

Em geral, a escola apela somente ao cérebro, as crianças com braços cruzados, atados a si mesmo. Essa era a proposta: Amarrar-se ao corpo para deixar apenas o cérebro em funcionamento, desconhecendo e expulsando o corpo e a ação da pedagogia.(FERNÁNDEZ, 1991, P.63).



Segundo Fernández (1991), o processo de apropriação do conhecimento se dá pela ação nos dois primeiros anos de idade e também pela representação, todo conhecimento tem um nível figurativo (Piaget apud Fernandez,1991),que se inscreve no corpo. Não é necessário após os dois anos de idade, ao pensar, fazer movimentos, pois a imagem cobre estes aspectos.
O corpo, além de biológico e orgânico, nos permite mostrar emoções e estados interiores. O stress tem uma consequência fisiológica no pensar harmonioso e qualquer movimento requer harmonia e equilíbrio.

O corpo atende às relações através das sensações de dor, fome, frio e calor. Estas sensações são armazenadas no sistema nervoso central através dos sentidos (tato, olfato, paladar, visão e audição). Nem todas as informações que chegam ao sistema nervoso, são armazenadas, caso contrário, ficaríamos loucos.

As informações chegam ao sistema nervoso através da medula. Pode-se dizer que os órgãos de sentido são o “input” sensorial, a entrada das informações no sistema nervoso central.

A partir daí se inicia um processamento para analisar, organizar, integrar e memorizar. Algumas reações como, o choro, o sorriso e o susto (algo inesperado) podem acontecer. Por exemplo, se eu sinto dor, choro.

O sistema nervoso central, responde através do output, estas são, as ações motoras, a linguagem, a emoção e o comportamento. As aquisições de novos conceitos modificam nosso comportamento e nossas ações. Após a aquisição de um conceito o sujeito passa a observar e ouvir para processar outras informações através da lembrança de conhecimentos já adquiridos (conhecimentos prévios), faz relações e associações que facilitam o processamento de novos conceitos ou novas aprendizagens.

Oração da escola (Gabriel Chalita)

ORAÇÃO DA ESCOLA



Obrigado, Senhor, pela nossa escola! Ela tem muitos defeitos. Como todas as escolas têm. Ela tem problemas, e sempre terá. Quando alguns são solucionados, surgem outros, e a cada dia aparece uma nova preocupação. Neste espaço sagrado, convivem pessoas muito diferentes. Os alunos vêm de famílias diversas e carregam com eles sonhos e traumas próprios. Alguns são mais fechados. Outros gostam de aparecer. Todos são carentes. Carecem de atenção, de cuidado, de ternura. Os professores são também diferentes. Há alguns bem jovens. Outros mais velhos. Falam coisas diferentes. Olham o mundo cada um à sua maneira. Alguns sabem o poder que têm. Outros parecem não se preocupar com isso. Não sabem que são líderes. São referenciais. Ou deveriam ser. Funcionários. Pessoas tão queridas, que ouvem nossas lamentações. E que cuidam de nós. Estamos juntos todos os dias. Há dias mais quentes e outros mais frios. Há dias mais tranqüilos e outros mais tumultuados. Há dias mais felizes e outros mais dolorosos. Mas estamos juntos. E o que há de mais lindo em nossa escola é que ela é acolhedora. É como se fosse uma grande mãe que nos abraçasse para nos liberar somente no dia em que estivéssemos preparados para voar. É isso. Ela nos ensina nossa vocação. O vôo. Nascemos para voar, mas precisamos saber disso. E precisamos, ainda, de um impulso que nos lance para esse elevado destino. Não precisamos de uma escola que nos traga todas as informações. O mundo já cumpre esse papel. Não precisamos de uma escola que nos transforme em máquinas, todas iguais. Não. Seria um crime reduzir o gigante que reside em nosso interior. Seria um crime esperar que o vôo fosse sempre do mesmo tamanho, da mesma velocidade ou na mesma altura. Nossa escola é acolhedora. Nela vamos permitindo que a semente se transforme em planta, em flor. Ou permitindo que a lagarta venha a se tornar borboleta. E sabemos que para isso não precisamos de pressa. Se quisermos ajudar a lagarta a sair do casulo, talvez ela nunca tenha a chance de voar. Pode ser que ela ainda não esteja pronta. Nossa escola é acolhedora. Sei que não apreenderei tudo aqui. A vida é um constante aprendizado. Mas sei também que aqui sou feliz. Conheço cada canto desse espaço. As cores da parede. Os quadros. A quadra. A sala do diretor. A secretaria. A biblioteca. Já mudei de sala muitas vezes. Fui crescendo aqui. Conheço tudo. Passo tanto tempo neste lugar. Mas conheço mais. Conheço as pessoas. E cada uma delas se fez importante na minha vida. Na nossa vida. E, nessa oração, eu Te peço, Senhor, por todos nós que aqui convivemos. Por esse espaço sagrado em que vamos nascendo a cada dia. Nascimento: a linda lição de Sócrates sobre a função de sua mãe, parteira. A parteira que não faz a criança porque ela já está pronta. A parteira que apenas ajuda a criança a vir ao mundo. E faz isso tantas vezes. E em todas às vezes fica feliz, porque cada nova vida é única e merece todo o cuidado. Obrigado, Senhor, pela nossa escola! Por tudo o que de nós nasceu e nasce nesse espaço. Aqui, posso Te dizer que sou feliz. E isso é o mais importante. Amém!
Autoria de Gabriel Chalita




domingo, 8 de agosto de 2010

Agosto: Mês do folclore

Agosto é o mês do folclore, há quem pense que a escola deve restringir suas atividades aos personagens tradicionais como mula sem cabeça, saci perêre, sereia. Não que estes não ganhem seu valor, principalmente na literatura infantil, portanto é importante lembrar que existem inúmeras formas de manisfestações folclóricas no território brasileiro e educador deve conciêntizar-se que estes também são importantes. Atividades como danças, artesanatos também devem ser enfatizadas neste perído e durante todo ano letivo.

jogos e brincadeiras para educação infantil

Desenvolver atividades em Educação Infantil não é nada fácil, em razão dos alunos serem muito pequenos e ainda por não corresponderem de forma motora a muitas atividades. Assim, seguem algumas sugestões que poderão auxiliar o professor no cotidiano da sala de aula, bem como fora dela.
Boa sorte !

Caixa de Sensações: O professor pode encapar uma caixa de tênis fazendo um furo em forma de círculo, com dez centímetros de diâmetro. O professor deverá organizar materiais como retalhos, flocos de algodão, pedaços de lixa, tampinhas, caixinhas e outros objetos e ir colocando-os por uma das extremidades, a fim de que a criança, com a mão do outro lado, identifique o material.


Caminho Colorido: com folhas de papel pardo, faça um caminho para que as crianças carimbem os pés, com tintas coloridas. É uma atividade que envolve muito as crianças, e as deixam muito felizes.


Atividades que desenvolvem a psicomotricidade


Toca do Coelho: Dispor bambolês no pátio da escola de forma que fiquem duas crianças em cada um e que sobre uma fora do bambolê. Ao sinal do professor, as crianças deverão trocar de toca, entrando duas em cada um. Sempre sobrará uma criança fora da toca.


De onde vem o cheiro? A professora irá passar perfume em um paninho e o esconderá na sala, num lugar fácil, onde os alunos deverão descobrir de onde vem o cheiro.


Dentro e Fora: Fazer uma forma geométrica bem grande no chão e pedir que as crianças entrem na delimitação desse espaço. Se quiser o professor poderá fazer outra forma dentro da que já fez onde irá pedir que os alunos adentrem também, explorando ainda que se a forma é pequena eles irão ficar apertados.


Arremesso: O professor fará uma linha no chão, usando fita crepe e as crianças deverão arremessar garrafinhas plásticas cheias de areia, para frente. O professor irá medir as distâncias e verificar quem conseguiu arremessar mais longe. Depois, em sala de aula, poderá fazer um gráfico explicativo.


Pneus: Esses podem ser usados para várias brincadeiras, como pular dentro e fora, se equilibrar andando sobre a parte de sua lateral ou ainda quem consegue rolar o pneu de um determinado lugar até outro sem deixá-lo cair.


Que som é esse?: Com faixas de tnt preto, vendar os olhos dos alunos e fazer diferentes barulhos usando instrumentos musicais, latas, brinquedos, etc., a fim de que as crianças identifiquem os mesmos.


Caixa Surpresa: Com uma caixa de papelão encapada, o professor irá mandar para a casa de um aluno a fim de que os pais enviem algum material que possa ser descoberto pelas crianças. O professor vai fazendo descrições do material, até que as crianças descubram o que é.


Pega-Pega Diferente: Dividir a turma em dois grupos e identificá-los com lenços ou fitas de cores diferentes. Após o sinal do professor os grupos deverão pegar uns aos outros e a criança pega deverá ficar num espaço delimitado pelo professor. Vence o grupo que tiver mais pessoas que não foram pegas.

atraso na fala.


atraso na fala: O que fazer?

Meu filho ainda não fala. O que faço?

Uma criança não é igual à outra e isso vale para os irmãos também. As mamães têm a mania de comparar seu filho com a criança da vizinha. Cada criança tem seu tempo e desenvolvimento próprio. E isso vale para o início do desenvolvimento da fala.

Claro que se tem um tempo esperado para tudo. A criança pode iniciar as primeiras palavrinhas com nove meses ou um ano e meio. Uma criança que com dois anos não fala absolutamente nada necessita de uma avaliação fonoaudiológica e médica.

Mas por que ocorre esse atraso na fala? São várias as razões, sendo que os maiores culpados são os próprios pais, que em muitas vezes excedem no mimo à criança, inibindo a evolução natural do pequeno.

Desde a barriga da mamãe, o bebê já tem condições de ouvir. Então, falar com o bebê mesmo que este se encontre dentro da barriga da mamãe já é um bom começo para o desenvolvimento da fala.

Para falar, o bebê precisa ouvir bem. Se há uma deficiência auditiva, o som que chega para o bebê é distorcido ou, se for uma deficiência auditiva profunda, o bebê nem ouve e por isso tem dificuldades de desenvolver a fala.

Desde o nascimento, preste atenção na audição do seu bebê, verifique se ele se assusta com algum barulho repentino, como uma batida de porta ou alguém que entra falando alto no seu quarto.

Quando mais velho, faça algum barulho na lateral da criança e veja se a criança tenta procurar de onde vem o barulho ou o chame, sussurrando, pelo nome para que ele a procure. Caso sinta que seu queridinho não ouve direito, procure um pediatra.

Se o bebê chora sem motivo, pode ser dor de ouvido. Certifique-se levando o pequeno no pediatra. Infecções repetidas de ouvido podem levar a uma baixa na audição, atrasando o início da fala.

Proteção em excesso pode atrapalhar a fala - Outro fator de atraso no desenvolvimento da fala é o ambiente. Uma criança que convive na maior parte do seu tempo com adulto e esses adultos fazem tudo para a criança sem que ela precise pedir, como pegar um copo de água quando a criança aponta para o filtro, não tem necessidade de falar.

Os pais precisam entender a seguinte lição: a criança precisa sentir necessidade de falar. É um processo novo e difícil para a criança. Se ela aponta e tem o que quer na mão, sempre usará dessa atitude para conseguir o seu desejo e não será forçada a falar.

Escola infantil ajuda, e muito, no processo de fala - O convívio com outras crianças como numa escolinha, faz com que a criança tenha que falar para que não seja “esquecida”. Se ela não se impuser, não vai conseguir muita coisa. E a estimulação de fala e linguagem que a criança terá com o convívio com outras crianças será imensa.

Outros fatores que podem atrasar o início da fala são as alterações neurológicas e anatômicas como a Paralisia Cerebral, Síndrome de Down e Fissuras lábio-palatinas (lábio leporino). Nesses casos, conversas com o pediatra e outros profissionais devem ser realizadas para que a conduta e estimulação dessas crianças sejam orientadas o mais precocemente possível.

Mudanças repentinas podem atrasar ou mesmo fazer com que a fala regrida. A chegada de um irmãozinho ou a separação dos pais podem ser alguns dos motivos. Tente detectar o motivo da alteração emocional daquele momento e procure deixar seu filho seguro do amor que os pais tem por ele.

Em caso de dúvidas sobre o desenvolvimento da fala do seu filho, procure o pediatra ou o fonoaudiólogo para uma avaliação.

Ler e escrever na escola

Escrever é fácil, você começa com letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca idéias.(Pablo Nerruda).
Nos últimos anos, a discussão gerou-se em torno das concepções de alfabetização. Como possibilitar que todos alunos se tornem leitores e escritores competentes?

È bem certo que, no passado, o ensino da lingua e escrita esteve em mãos de profissionais que usavam metodologias de ensino fragmentado, palavras sem contexto que não fazem sentido algum. Como por exemplo, as providas dos métodos das cartilhas.

A tarefa de formar crianças leitoras compromete-nos com a construção de uma escola inclusiva, que promova a aprendizagem dos alunos das camadas mais pobres da população. A condição sócio-econômica não pode mais ser encarada pela escola pública como um obstáculo intransponível que, assim, perversamente reproduz a desigualdade.

Atualmente participo do programa ler e escrever na escola, promovido pela, Secretaria do Estado e Rede municipal de ensino (SME-DOT e SEE), esta experiência, tem me colocado de frente com a realidade das escolas públicas, dirigentes disponibilizam programas para propiciar às nossas crianças a aprendizagem da leitura e escrita no sentido mais amplo e efetivo. Para mim é uma honra participar de um projeto de tamanha importância para mudar às concepções de aprendizagens do passado que, acreditava que, o aluno fosse um ser mecânico, aplicando exercícios repetitivos e descontextualizados.

Lendo relatos de alunas pesquisadoras quase todos os dias, chego a conclusão que o caminho a percorrer ainda é longo e muito há de se fazer para que a escola chegue de fato a ser inclusiva e democrática.

Com relação à aquisição da língua escrita, ocorre que, as famílias que compõem a comunidade escolar da rede pública, em sua maioria, não tiveram acesso a cultura escrita. Isso não apenas torna mais complexa a tarefa da escola de ensinar seus filhos a ler e escrever, como também faz dessa escola um dos poucos espaços sociais em que se pode intervir na busca da qualidade e assim intervir e promover de fato os direitos de igualdade e de cidadania. Saber ler e escrever é um direito de todos e escola hoje, ganha o papel de propor atividades que tenham significado, para que nossas crianças vejam sentido em aprender.

A escola precisa criar um ambiente e propor situações de práticas sociais do uso da escrita às quais os alunos têm acesso para que possam interagir intensamente com os textos dos mais variados gêneros, assim como identificar e refletir sobre seus diferentes usos sociais.

Nos encontros realizados com os alunos pesquisadores tenho me deparado com situações na qual chego a conclusão que, a herança dos métodos tradicionais ainda estão presentes nas práticas pedagógicas e em nossas vidas. Encontramos resistência por parte de muitos profissionais em aplicar na escola, tudo que a ciência tem descoberto com relação ao desenvolvimento cognitivo. Mas a boa notícia é que muito conquistamos.

As cartilhas permearam por muito tempo a alfabetização e de certa forma ainda podemos encontrar vestígios deste ensino fragmentado. Observa-se que entre os alunos pesquisadores ainda existe grande dificuldade de estar em contato com os textos de reflexão e formação indicados pelo programa. Isso ocorre porque eles também foram no passado, vítimas de um ensino fragmentado onde se dava importância somente a decodificação. Por esse motivo criei estratégias metodológicas para que eles pudessem vivenciar as reflexões relacionando-as com situações do dia a dia, não somente com as crianças, mas em diversas situações em suas vidas.
As crianças constroem diferentes idéias sobre a escrita, resolvem problemas e elaboram conceituações. Aí entra o que pode ser considerado uma palavra, com quantas letras ela é escrita e em qual ordem as letras devem ser colocadas. "Essas hipóteses se desenvolvem quando a criança interage com o material escrito e com leitores e escritores que dão informações e interpretam, esse material", conta Regina Câmara, membro da equipe responsável pela elaboração do material do Programa Ler e Escrever e formadora de professores.



Ler não é decifrar, escrever não é copiar. (Emília Ferreiro)
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sábado, 7 de agosto de 2010



O movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. As crianças se movimentam desde que nascem, adquirindo cada vez maior controle sobre seu corpo e se apropriando cada vez mais das possibilidades de interação com o mundo. Engatinham, caminham, manuseiam objetos, correm, saltam, brincam sozinhas ou em grupo, com objetos ou brinquedos, experimentando sempre novas maneiras de utilizar seu corpo e seu movimento.Ao movimentar-se a criança expressa sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando as possibilidades do uso significativo dos gestos e posturas corporais. O movimento humano, portanto é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço: Constitui-se em uma linguagem que permite ás crianças agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas sobre seu teor expressivo. (REFERENCIAL CURRICULAR PARA EDUCAÇÃO INFANTIL, p.15 v.3).
Parabéns Professora Fernanda pelo exelente trabalho.

Professora ou tia

Você que é profissional do ensino infantil, gosta que seus alunos te chamem de tia?
Eu não ligo a miníma que me chamem de tia, mas tenho plena consciência de que não sou apenas tia, e que minha profissão é a mais nobre. No entanto há que acredite que reduzir a imagem do professor a condição de tia é uma armadilha ideólogica.
Qualquer um pode ser uma tia, mas não qualquer um, pode ser um educador de crianças pequenas, não importando seu preparo, seu perfil, sua formação.
Ocorre que, por muito tempo a educação infantil ficou a mercê de improvisos e formas mais baratas de atender a demanda. Para que a mudança ocorra de fato, é necessário liberta-se da premissa de que somente cuidar atende as necessidades de desenvolvimento de uma criança.
O conhecimento acerca das leis é fundamental quando se quer defender uma causa. No caso da educação infantil é importante também para se ter uma idéia do quanto o nosso país é tão bom para fazer leis quanto é para não cumpri-las, pois, muitas das instituições encontram-se em péssimas condições, mantendo uma visão apenas assistencialista.
 O conhecimento científico ganha seu valor, para quem se dispõe, a trabalhar com esta etapa, é preciso acreditar e ter a convicão de que o educador deve ser um eterno pesquisador e morre a ideia de que caso desejassemos grandesa para nossas crianças, outro caminho não restaria, senão por esta grandeza esperar. É necessário um conjunto de intervenções e o papel de quem cuida e colhe não é somente esperar o desabrochar de um carma, imutável, seria terrível assim pensar, e não teria sentido e educação.